As mídias sociais estão ajudando na captura das doenças e epidemias em todo o mundo.

Depois de dezenas de estudos alertarem para impactos negativos, como a deterioração das relações reais e o aumento dos divórcios, chegou uma constatação mais optimista sobre efeitos das redes sociais. Doentes e profissionais de saúde estão cada vez mais conscientes da importância da internet para prevenir e ultrapassar doenças.

Antigamente, epidemiologistas surgiam na cena de uma epidemia armados com kits de diagnóstico e um código de silêncio. Autoridades passavam semanas entrevistando vítimas em particular, reunindo resultados de testes e dados, raramente reconhecendo em público que havia qualquer investigação. Os resultados podiam ser escondidos por semanas, ou até meses.

Hoje, as mídias sociais como Facebook, Google, Twitter, serviços de localização como Foursquare e muitos outros, estão mudando a forma como epidemiologistas descobrem e rastreiam a disseminação de doenças. A tecnologia está democratizando o processo da caça às doenças, perturbando o velho equilíbrio ao conectar pessoas em canais efetivamente fora do controle governamental.  Muitas vezes pode ser perigoso, espalhar informações errôneas sobre causas e curas, espalhar medo, mas um número crescente de epidemiologistas vê a mídia social como uma vantagem. As caças futuras por elementos patogênicos pode depender tanto do Twitter quanto de exames de sangue e históricos pessoais.

Há pouco tempo, autoridades da saúde do distrito de Los Angeles, CDC (Centro Federal de Controle e Prevenção de Doenças) começaram a investigar surto de legionelose alguns dias depois de uma postagem no facebook. Um dos participantes da Conferência DOMAIN Fest Global (Nico Zeifang) postou seus sintomas no seu perfil no facebook. Horas depois, participantes do mundo todo se adicionaram à lista do Facebook de Zeiganf. Em uma semana o número chegava a 80. Na ocasião, vítimas no mundo todo já chegavam a seu próprio diagnóstico e postavam suas informações na Wikipedia sobre a epidemia.

A funcionária do CDC designada para o caso de Los Angeles não apareceu na porta de Zeifang com um saco plástico preto. Em vez disso, ela entrou em sua página do Facebook, leu os sintomas de todos, recomendou certos exames diagnósticos e encaminhou as vítimas ao questionário online da agência.

“Dado que a próxima SARS provavelmente poderá viajar numa questão de horas de um continente para outro, faz perfeito sentido adaptar a velocidade e flexibilidade das redes sociais para a vigilância de doenças”.

O Dr. John Brownstein, professor assistente de pediatria na Harvard Medical School, é um líder entre os chamados ‘epidemiologistas computacionais¿, que usam fontes incomuns de dados para ajudar na prevenção de epidemias. Em 2006, Brownstein e Clark Freifeld, um desenvolvedor de software, frustrados pela dificuldade de obter dados em fontes governamentais, criaram o HealthMap. Trata-se de um site que tenta identificar epidemias globais em tempo real.

O HealthMap vasculha a web por relatos de doenças em artigos da mídia local, testemunhos pessoais, blogs, Twitter e relatórios oficiais do CDC e da Organização Mundial da Saúde, e os processa como pequenos alfinetes vermelhos num mapa.

 

O Dr. Philip Polgreen, autor de um recente estudo sobre o uso do Twitter para acompanhar a atividade da gripe, diretor da rede de infecções da Infectious Disease Society of America, diz que o fluxo de novas informações pode servir como um importante adendo à vigilância tradicional, especialmente no caso de doenças novas ou em instâncias com poucos dados históricos, mas concorda que a utilidade das mídias sociais para prever gripe é, no mínimo, modesta.

A comunidade PatientsLikeMe está online desde 2005, criada por três investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. O irmão de dois deles, Stephen Heywood, foi diagnosticado, aos 29 anos, com esclerose lateral amiotrófica e depressa a família percebeu que se comunicar com outros doentes e conhecer as suas experiências seria a melhor forma de prever e preparar a evolução da doença.

O jornal americano “The New York Times” já referiu que as redes sociais já estão mudando a forma como os epidemiologistas descobrem e acompanham a evolução de surtos, a exemplo o surto de E. coli na Alemanha.

Leia as matérias na íntegra sobre as mídias sociais que estão modernizando a caça às doenças e epidemias, como o HealthMap e sobre a Comunidade PatientsLikeMe.

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