Malária

A Malária é uma doença infecciosa febril aguda causada por protozoários do gênero Plasmodium, o qual é transmitido por mosquitos vetores do gênero Anopheles. De fato, constitui um grave problema de saúde pública, em virtude de sua elevada incidência em algumas áreas e impacto na população, inclusive do ponto de vista socioeconômico, influenciando significativamente o potencial de desenvolvimento de vários países.

Em geral, incide principalmente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, com destaque para o continente africano, o Sudeste Asiático e a Região Amazônica da América do Sul. Em especial, o continente africano é a região mais afetada, sobretudo, ao sul do Deserto do Saara, onde ocorrem 80% do total de casos e óbitos pela doença no mundo, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, três espécies de protozoário Plasmódio estão associadas à Malária em seres humanos: Plasmodium falciparum, Plasmodim vivax e Plasmodium malariae. De acordo com o perfil epidemiológico no Brasil, a doença incide predominantemente na região conhecida por “Amazônia Legal”, que compreende os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Esta região responde por 99,5% dos casos em território nacional, prevalecendo às infecções por Plasmodim vivax e Plasmodium falciparum, sobretudo, nas populações que vivem em precárias condições de moradia e trabalho. Outra espécie de agente etiológico, o Plasmodium ovale tem transmissão restrita a determinadas regiões do continente africano.

Na Malária, o período de incubação, que compreende o intervalo de tempo desde o momento em que o agente etiológico (Plasmódio) se instala no organismo do hospedeiro até o início dos sinais e sintomas, pode variar de acordo com o tipo de agente causador. Em geral, o período de incubação: no Plasmodium falciparum é de 8 a 12 dias; no Plasmodium vivax de 13 a 17 dias; e no Plasmodium malariae de 18 a 30 dias.

Os sinais e sintomas típicos são caracterizados por febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese intensa e cefaleia, que se manifestam em intervalos regulares, alternando períodos de remissão e sensação de melhora, o qual varia conforme a espécie de Plasmódio. Vale destacar que náuseas, vômitos, fadiga e falta de apetite podem estar presentes mesmo alguns dias antes da fase aguda da doença. Nos quadros graves e com complicações, podem estar presentes: hiperpirexia (temperatura maior que 41°C), convulsão, vômitos repetidos, palidez, insuficiência respiratória, anemia severa, hemorragias, hipotensão grave, rebaixamento no nível de consciência, delírio e coma, muitas vezes fatal.

O Ministério da Saúde (MS), mediante a “Política Nacional de Tratamento da Malária”, orienta a terapêutica e disponibiliza gratuitamente os medicamentos antimaláricos utilizados em todo território nacional, em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Embora diversos estudos voltados para a criação de uma vacina estejam sendo desenvolvidos, ainda não se dispõe de um produto reconhecidamente eficaz para prevenção da doença. As dificuldades de criação de uma vacina são decorrentes da complexidade do próprio ciclo biológico do parasito, onde o mesmo assume formas morfológicas diversas no organismo hospedeiro.

Em 2003, o MS lançou o “Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM)”, cujos objetivos foram: melhorar e ampliar o atendimento aos portadores de Malária; reduzir a morbimortalidade pela doença na região da Amazônia Legal; diminuir o número de ocorrências das formas graves, o número de internações e óbitos; evitar o surgimento de epidemias localizadas, minimizar a transmissão em áreas urbanas; e manter a doença ausente em locais considerados indenes.

Portanto, trata-se de uma doença de notificação compulsória de grande relevância nacional, devendo ser notifica às autoridades de saúde, tanto nas áreas endêmicas, quanto nas áreas não endêmicas. Acionar os serviços de vigilância epidemiológica e entomológica é fundamental para que sejam desencadeadas as ações de combate, controle e prevenção de novos casos da doença. Frente a isto, a identificação da área onde se deu a transmissão é imprescindível para nortear as medidas de controle.

Até sexta-feira que vem,

Equipe CIEVS RIO

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