Desastres Naturais

Os Desastres Naturais constituem um tema cada vez mais presente no cotidiano. Ainda que à primeira vista o termo nos leve a associá-lo com terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, ciclones e furacões, os Desastres Naturais também contemplam processos e fenômenos mais localizados, tais como deslizamentos, inundações, subsidências e erosão. Frente a isto, tais fenômenos podem ocorrer tanto naturalmente, quanto induzidos pela participação do homem.

Os Desastres Naturais são responsáveis por expressivas perdas e danos, sobretudo de caráter social, econômico e ambiental. Nos últimos anos, estes eventos têm sido recorrentes, gerando impactos cada vez mais intensos nas diversas populações, quer sejam em países ricos, quer sejam em países pobres, o que os cientistas apontam como resultado das mudanças climáticas globais frequentemente detectadas.

Embora a população brasileira esteja livre de alguns fenômenos naturais de grande porte e magnitude, como terremotos e vulcões, são expressivos o registro de acidentes e mesmo de desastres associados principalmente a deslizamentos e inundações no Brasil. Tais fenômenos apresentam grande repercussão, à medida que acarretam inúmeros prejuízos e perdas significativas, sobretudo de vidas humanas.

A ocorrência de enchentes e deslizamentos favorece o aumento da incidência de acidentes como afogamentos, lesões corporais e choques elétricos. Paralelamente, estes fenômenos também representam potenciais riscos à saúde, à medida que expõe a população a inúmeras doenças, a partir do aumento da proliferação de vetores (ratos, mosquitos, moscas e baratas), além do risco de acidentes com animais peçonhentos (aranhas, escorpiões e cobras).

De fato, a maioria das doenças ocorre mediante a ingestão de água contaminada, ou mesmo pelo simples contato com a pele íntegra, além de favorecer a proliferação de vetores de diversas doenças. Dentre os principais agravos recorrentes em situações de enchentes, destacam-se: Leptospirose, Hepatites A e E, Febre Tifóide, Cólera, Esquistossomose e Dengue.

Diante da emergência das inundações durante o verão, época do ano em que as chuvas são mais intensas e recorrentes, o Ministério da Saúde emitiu um alerta à população referente à adoção de medidas básicas voltadas para a prevenção de doenças associadas a enchentes.

Nas regiões atingidas por enchentes, é importante garantir a qualidade da água consumida, a qual deve ser filtrada e fervida, ou tratada com hipoclorito de sódio (2,5%), a partir da mistura desta substância com a água na proporção de duas gotas para cada litro de água. Após 15 minutos em contato com esta substância, a água já está própria para ser consumida.

Outro importante cuidado diz respeito aos reservatórios de água, como caixas-d’água e cisternas, os quais devem ser esvaziados, limpos e desinfetados. Os reservatórios devem ser esvaziados e seu interior limpo com panos, esponjas e escovas, porém não se deve utilizar sabão, detergente ou outro produto de limpeza.

O cuidado com os alimentos também merece destaque em situações de enchente, uma vez que podem ser contaminados a partir do contato com a água infectada. Frutas, legumes e verduras devem ser selecionados e higienizados com uma solução de hipoclorito de sódio na proporção de duas colheres de sopa da substância para cada litro de água, durante 10 minutos. Maiores informações podem ser obtidas no próprio portal do Ministério da Saúde, acessando o link abaixo:

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12142

Até sexta-feira que vem,
Equipe CIEVS RIO

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