Alerta à população: Risco de acidentes com animais peçonhentos aumenta durante período de chuvas

De fato, acidentes com animais peçonhentos acontecem durante todo o ano. No entanto, a atenção deve ser redobrada durante os períodos de chuva, época em que o ambiente se torna mais favorável ao aparecimento, reprodução e dispersão destes animais.

Animais peçonhentos são todos aqueles capazes de inocular veneno (peçonha), os quais compreendem algumas espécies de serpentes (ofidismo), aranhas (aracnismo), escorpiões (escorpionismo), lagartas urticantes, lacraias e abelhas. O envenenamento causado pela inoculação de toxinas, através das presas (aparelho inoculador) destes animais pode determinar alterações locais (na região da picada) ou sistêmicas.

Ao contrário do que se imagina, acidentes com estes animais são relativamente freqüentes, mesmo nos grandes centros urbanos. No Brasil, por exemplo, dados do Ministério da Saúde mostram que ocorrem, em média, 20 mil acidentes ofídicos por ano, com letalidade próxima a 0,4%.

Frente a isto, a gravidade do acidente é resultante da combinação de diversos fatores, tais como: a espécie de animal envolvido no acidente, a quantidade de veneno inoculada, as condições orgânicas do indivíduo acometido – em geral, crianças e idosos são mais vulneráveis, além do tipo de tratamento e tempo decorrido entre o acidente e a procura pelo serviço de saúde.

Desde os tempos mais remotos, os acidentes com animais peçonhentos representam verdadeiro problema de saúde pública, com impactos sociais e econômicos marcantes em diversos países. Tendo em vista o elevado risco de acidentes desta natureza durante os períodos de chuvas, elaboramos um roteiro básico de orientações acerca da prevenção destes eventos e tratamento imediato do indivíduo acidentado, com base em recomendações do Ministério da Saúde.

Como evitar acidentes com animais peçonhentos?

  • Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulho e lixo doméstico nas proximidades das casas, incluindo terrenos baldios;
  • Evitar folhagens densas (trepadeiras, bananeiras, etc) junto às casas. Manter grama aparada em jardins e áreas anexas;
  • Inspecionar roupas e sapatos antes de usar, sobretudo, nas áreas rurais;
  • Evitar contato com buracos, frestas, áreas sob pedras e troncos “podres”, freqüentemente habitados por estes animais;
  • Garantir a proteção individual mediante o uso de calçados e luvas apropriados, sobretudo nas áreas alagadas e enlameadas e;
  • Vedar as soleiras das portas e janelas ao escurecer, bloqueando o acesso destes animais ao interior do domicílio durante a noite.

O que fazer e o que não fazer em caso de acidentes com animais peçonhentos?

  •  NÃO amarrar ou fazer torniquetes, o que dificulta a circulação no membro, favorecendo a necrose;
  • NÃO aplicar qualquer tipo de substância, folha ou produto no local da picada sem recomendação médica;
  • NÃO cortar ou chupar o local da picada, na tentativa de extrair o veneno;
  • NÃO oferecer bebida alcoólica nem querosene ao acidentado;
  • Manter o acidentado em repouso, mantendo o membro elevado (em caso de picada em braço ou perna), o que retarda a absorção e dispersão do veneno pelo organismo;
  • Procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para receber tratamento médico, incluindo soro específico para neutralizar a ação do veneno.

Até sexta-feira que vem,

Equipe CIEVS RIO!

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