Pandemia de Influenza A H1N1 em 2009: estudo sugere mortalidade global até 30 vezes maior que a registrada pela OMS

Nesta terça-feira, um estudo publicado na Revista The Lancet Infectious Diseases revelou que a Pandemia de Influenza A H1N1, que teve início em 2009, mostrou-se mais mortal do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acreditava. Neste estudo, um grupo intenacional de cientistas concluiu que o número de mortes registradas no período pode ter sido até 30 vezes maior do que o contabilizado pela OMS.

De acordo com os registros oficiais, levando-se em consideração o número de casos confirmados por laboratório, a infecção pelo vírus Influenza A sorotipo H1N1 foi responsável pela morte de cerca de 18,5 mil pessoas, entre abril de 2009 e agosto de 2010. No entanto, o novo estudo revelou que este número pode estar subestimado, para o qual a mortalidade variou entre 151,7 mil e 575,4 mil casos fatais.

Para os especialistas do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano, este pode ser considerado um dos primeiros estudos abrangentes capaz de facilitar o cálculo das estimativas globais sobre a mortalidade da doença. De fato, ao contrário das outras avaliações, o estudo inclui os países do sudeste asiático e da África, onde os dados sobre mortalidade associada às influenzas são limitados, conforme aponta a Drª Fatimah Dawood, pesquisadora do CDC de Atlanta, nos Estados Unidos.

Paralelamente, o estudo evidenciou que 59% das mortes ocorreram na África e no sudeste Asiático, regiões que concentram 38% da população mundial. Além disso, os idosos responderam por 20% do total de óbitos registrado. Ao contrário das Influenzas Sazonais, cuja população idosa é a mais acometida, a Pandemia de 2009 afetou principalmente indivíduos com idade inferior à 65 anos – cerca de 80% das mortes, ou seja, pessoas mais jovens.

Como contribuição, os autores atentaram para a necessidade de melhorar a capacidade de resposta global ante às futuras pandemias de influenza, sobretudo, diante da emergência do Vírus influenza A sorotipo H5N1. Esta cepa viral, causadora da influenza aviária, tem revelado um importante potencial epidêmico e uma mortalidade elevada em seres humanos, cuja principal ocorrência tem sido verificada justamente no Sudeste Asiático.

Segue abaixo link para acessar o resumo do trabalho no site da revista:

http://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(12)70121-4/fulltext

Não deixe de conferir a publicação do dia 03/12/2011 sobre Influenza aqui no Blogcievs.

Até sexta-feira que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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