Governo mexicano declara estado de emergência nacional à saúde animal devido à epidemia de Gripe Aviária por sorotipo viral H7N3

Na última segunda-feira (02/07), o governo mexicano declarou estado de emergência nacional à saúde animal devido à epidemia massiva de Influenza Aviária, causada pelo sorotipo viral H7N3, que atinge a costa oeste do país. Até o momento, cerca de 1,7 milhões de aves foram infectadas em 15 fazendas de criação e 111 granjas avícolas no estado de Jalisco. Mais da metade das aves infectadas (870 mil) morreram ou foram sacrificadas, segundo dados do Ministério da Agricultura mexicano.

A notícia teve enorme repercussão mundial na sexta-feira passada, quando a epidemia foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Os primeiros casos haviam sido registrados no dia 20 de junho em 03 fazendas da região. Tão logo o surto foi detectado, as áreas infectadas nos municípios de Tepatitlan e Acatic foram colocadas em quarentena, causando enormes prejuízos econômicos.

No entanto, o alerta por parte das autoridades de saúde não se restringe somente ao estado de Jalisco. No estado norte-americano do Texas, na divisa com Jalisco, 10 fazendas já detectaram a presença do vírus em suas criações, conforme aponta o Serviço Nacional de Saúde, Segurança Alimentar e Qualidade Agroalimentar. Paralelamente, a detecção do vírus nas criações norte-americanas também desencadeou a instituição de diversas barreiras sanitárias ao comercio de aves no país.

No México, as ações de vigilância e monitoramento da Influenza, tanto de casos humanos, quanto de animais, têm sido intensificadas desde 2009, quando se iniciou no país a pandemia pelo sorotipo H1N1, que logo se espalhou pelo mundo resultando em mais de 18,5 mil mortes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, um estudo publicado na semana passada na revista The Lancet Infectious Diseases calcula que tal mortalidade pode ter atingido a impressionante marca de 575,4 mil casos fatais.

Embora o subtipo viral H7N3, responsável pela epidemia atual, ocasionalmente seja capaz de provocar a doença em humanos, conforme observado em várias partes do mundo, a doença não tem se mostrado facilmente transmissível entre humanos. Contudo, ainda não foi bem estabelecido o potencial patogênico deste subtipo viral, sobretudo em seres humanos, assim como a ocorrência de transmissão do vírus pelo contato com aves infectadas. Até que tais questões sejam mais bem elucidadas, ações voltadas para a prevenção e proteção da população têm sido amplamente preconizadas pela OMS.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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