Lotes de mortadela e milho verde em conserva são recolhidos em SP após casos de Botulismo

Nesta quinta-feira (23/08), a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, através da Coordenação de Vigilância Sanitária, determinou o recolhimento de dois lotes de gêneros alimentares, sendo um de mortadela e outro de milho verde em conserva, após a detecção de quatro casos prováveis de Botulismo. Publicada no Diário Oficial do Estado, a medida visa prevenir a ocorrência de novos casos da doença.

No último fim de semana, quatro pessoas de uma mesma família, sendo duas crianças e dois adultos, moradoras do município de Nova Canaã Paulista, foram internadas na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Santa Fé do Sul, após ingerir mortadela e milho verde em conserva na tarde de sábado (18/08). A suspeita de Botulismo logo foi cogitada, uma vez que as vítimas apresentaram sintomas de vômitos, diarreia, dificuldade de locomoção, visão embaçada e paralisia de órgãos vitais.

Autoridades sanitárias locais relataram dificuldade em adquirir o soro anti-botulínico na região de São José do Rio Preto, onde os municípios de Nova Canaã Paulista e Santa Fé do Sul estão inseridos. Diante da gravidade do caso, foi preciso contar com a ajuda da polícia militar do estado de São Paulo que, mediante uma megaoperação, disponibilizou um avião da capital até Santa Fé do Sul, no interior paulista, para encaminhar o imunobiológico.

De fato, a justificativa para poucos locais contarem com o soro anti-botulínico se deve ao fato desta se tratar de uma doença rara. De acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados apenas 39 casos em todo o Brasil, no período de 1999 a 2008.

Embora seja raro, o Botulismo Alimentar é uma forma de intoxicação potencialmente fatal. A doença é causada por uma potente toxina neuroparalítica produzida pela bactéria Clostridium botulinum, a qual é capaz de produzir esporos resistentes, presente no solo, nas fezes humanas e de animais, e em alimentos contaminados e mal conservados. O nome “botulismo” provém da palavra botulus, que significa “salsicha” em latim, alimento envolvido nos primeiros casos da doença, cientificamente comprovados, ocorridos na Europa Central no fim do século XVI.

A interdição dos lotes estará em vigor até a conclusão das amostras dos produtos recolhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, na capital. O último caso da doença no Estado de São Paulo havia sido registrado em 2009. Desde 1997, quando a doença passou a ser de notificação compulsótia, foram contabilizados 22 casos em todo o estado, incluindo cinco mortes.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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