Medicamento brasileiro contra Malária vira referência global

Nesta semana, um medicamento brasileiro desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos/Fiocruz) e, utilizado no país para o tratamento da Malária, recebeu a pré-qualificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que confere o alto padrão de qualidade ao produto. Na prática, a pré-qualificação do medicamento constitui um tipo de registro internacional que permite sua distribuição para vários países, representando uma referência no tratamento farmacológico da doença.

A certificação foi anunciada na última quarta-feira (04/10), na Índia, onde o medicamento é produzido mediante transferência de tecnologia, resultante da Cooperação Sul-Sul, uma agenda própria de discussões entre Brasil, Índia e África do Sul, em vigor desde 2003. Após o reconhecimento oficial, a dose fixa de artesunato (AS) e mefloquina (MQ), desenvolvida pelo Farmanguinhos em parceria com a organização Medicamentos para Doenças Negligenciadas, terá maior facilidade para ser distribuída entre os países do Sudeste Asiático.

Embora o tratamento com as duas drogas já fosse utilizado há alguns anos, a nova formulação registrada no Brasil e distribuída pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária desde 2008, representa uma ferramenta terapêutica farmacológica mais simples e eficiente. De acordo com a Coordenação de Pesquisa-clínica da Farmanguinhos, atualmente é o tratamento para a Malária que requer o menor número de comprimidos, podendo ser instituido a partir dos 06 meses de idade.

De fato, a utilização de uma dose única diária tem ampliado significativamente a adesão ao tratamento por parte do paciente. Além de proporcionar maior tolerabilidade ao fármaco, a dose fixa tem reduzido significativamente a incidência de efeitos colaterais.

Segundo a OMS, a Malária é a quinta doença que mais mata no mundo. Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas sejam atingidas a cada ano. Destes, mais de um milhão de doentes sucumbem, sendo 80% das mortes registradas na África, sobretudo, na Região Subsaariana. No Brasil, 98% dos casos ocorrem na Região Amazônica.

 Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s