Ministério da Saúde diz que casos de Tétano no país caíram 43% na última década

De acordo com um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (19/10), houve uma queda de 43% em relação ao número de casos de Tétano no país, ao longo da última década. Para as autoridades de saúde federais, a queda é atribuída ao reforço nas estratégias e campanhas de vacinação.

A comparação entre os anos de 2001 e 2011, recorte temporal considerado no estudo, mostrou uma redução de 578 para 327 casos, respectivamente. Ainda conforme o texto, a partir de 2007 a média anual de pessoas infectadas permaneceu em torno de 340, com 30% de óbitos. Em relação ao Tétano neonatal, que ocorrem em recém-nascidos em virtude da contaminação via cordão umbilial, a mortalidade sofreu uma queda de 85% durante o período avaliado.

Diante destas circunstâncias, o estudo associa a queda observada nas taxas de morbimortalidade da doença às campanhas de imunização implementadas na última década. Neste sentido, merecem destaque a vacinação de rotina e o reforço na imunização dos chamados grupos de risco, tais como agricultores e trabalhadores da construção civil e da indústria, tendo em vista o maior risco de sofrer ferimentos.

O Tétano é uma doença infecciosa grave e não contagiosa causada pela toxina da bactéria anaeróbica Clostridium tetani. A bactéria é normalmente encontrada na natureza sob a forma de esporos, capaz de sobreviver no meio ambiente por vários anos. Além disso, pode ser identificada em: pele, fezes, terra, galhos, arbustos, águas putrefatas, poeira das ruas, trato intestinal dos animais (especialmente, em equinos e humanos, sem lhes causar a doença).

A infecção ocorre a partir da introdução de esporos em solução de continuidade na pele e/ou mucosas, ou seja, ferimentos superficiais ou profundos de qualquer natureza (traumático, cirúrgico, dentário, queimaduras, injeções, etc.). Após um período de incubação de 3 a 21 dias e, na ausência de oxigênio, no interior dos tecidos, os esporos assumem uma forma ativa responsável pela produção da toxina, dando início ao quadro clínico.

As manifestações clínicas incluem febre baixa ou ausente, hipertonia muscular exacerbada, espasmos musculares, hipersensibilidade aos estímulos táteis, sonoros, luminosos ou por temperatura elevada do ambiente, evoluindo com paralisia muscular difusa. Em geral, o desfecho fatal da doença está associado à asfixia resultante da paralisia dos músculos respiratórios. É importante lembrar que durante todo o curso da doença a vítima permanece lúcida e consciente. Além disso, a vacinação é, sem dúvida, a melhor forma de controle da doença.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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