Alerta: Leptospirose atinge rebanhos e deixa prejuízos no Triângulo Mineiro

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Produtores rurais de algumas cidades do Triângulo Mineiro estão assustados com o aumento da incidência de Leptospirose, que vem atingindo os rebanhos bovinos nos últimos meses. Centenas de animais já morreram na região e os prejuízos são incalculáveis.

Apenas em uma propriedade localizada no entorno da cidade de Veríssimo-MG, pelo menos 81 cabeças de gado morreram ao longo desta semana, em consequência da doença. No local, mais de 20 vacas permanecem em estado grave e pelo menos 100 abortos foram registrados.

Diante destas circunstâncias, o dono da propriedade lamentou as perdas, cuja produção de leite sofreu uma queda de 3 mil litros diários para 300 litros – um prejuízo de mais de R$ 800 mil. Todavia, o caso do produtor de Veríssimo não foi o único registrado na região.

No Hospital Veterinário de Uberaba, referência para o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e interior de São Paulo, casos em outras três cidades foram notificados nos últimos meses. Em meio à estas ocorrências, a recomendação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é que os pecuaristas vacinem seus rebanhos o mais breve possível.

Recentemente, a doença também foi confirmada em rebanhos de Conceição das Alagoas, Campo Florido e Prata – todas elas cidades do Triângulo Mineiro. Para o veterinário Cláudio Henrique Barbosa, a situação “preocupa pela questão da queda na produção, pois o animal fica doente, sensibilizado e a produção de leite cai. E há o risco de disseminação dentro do próprio rebanho, que é o maior agravante da doença, além de que, pode provocar a morte. Porém, há um fator que originou a queda da imunidade e permitiu que a bactéria fizesse a festa”, explicou.

O veterinário acrescentou ainda que o gado infectado pode ficar meses assintomático e, entre os principais sintomas, estão incluídos o “amarelão” – sinal de dano hepático – e a urina avermelhada. “Apesar de não ser uma doença de vacinação obrigatória é de consciência vacinar esses animais periodicamente. Além disso, o proprietário deve ter o cuidado de sempre ter um acompanhamento técnico de um médico veterinário para auxiliá-lo no diagnóstico”, concluiu.

Tendo em vista que a vacinação não é obrigatória em Minas Gerais, a chefe do escritório regional da IMA, em Uberaba, Deise Macedo, afirmou que nada pode ser feito quanto a comercialização dos animais infectados. “Nós acompanhamos o trânsito deles, pra onde esses animais foram, de onde vieram e estamos visitando as propriedades que têm esse vínculo para recomendar a vacinação. Mas, as vacinações oficiais e exigidas são a brucelose e a aftosa”, explicou.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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