Relatório diz que Malária é o principal problema de saúde pública em Angola

AngolaUm relatório elaborado pelo Governo Angolano, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), revelou que a Malária é o principal problema de saúde pública enfrentado por Angola. O levantamento foi divulgado na última quinta-feira (25/04), por ocasião do “Dia Mundial de Combate à Malária” – desde 2008, celebrado todo dia 25 de abril.

“Em Angola, devido à precariedade das condições de saneamento do meio ambiente e ao número ainda insuficiente de unidades de saúde, a Malária continua a ser o principal problema de saúde no país e a primeira causa de mortes, adoecimentos e absenteísmos no trabalho e na escola”, destacou o texto.

Segundo indicadores da doença referentes ao ano de 2011, nesse período foram notificados 3,5 milhões de casos suspeitos em todo o país. Deste total, cerca de 45% foram confirmados. Além disso, foram registradas aproximadamente 7 mil mortes, onde quase 4 mil (57%) envolveram crianças menores de cinco anos.

O relatório assinala que para enfrentar a doença, o Governo de Angola, juntamente com seus parceiros, prevê ainda para este ano a aceleração e o fortalecimento das estratégias de prevenção e controle, incluindo a distribuição universal de redes de mosquiteiro impregnadas – cerca de 5 milhões de unidades. Paralelamente, a intervenção junto à comunidade, a partir da formação de mobilizadores sociais para a promoção e propagação do conhecimento acerca da doença, também ganha destaque no texto como sendo fundamental para o sucesso da iniciativa.

Anualmente, a doença mata, em média, uma criança a cada 60 segundos, e 600 mil pessoas em todo o mundo, segundo o levantamento. “Noventa por cento dessas mortes ocorrem na África, e na sua maioria em crianças menores de cinco anos. Além disso, a Malária contribui para o ciclo de pobreza e limitação do desenvolvimento econômico, causando uma perda anual de 9,2 milhões de euros em produtividade e custos de saúde no continente”, acrescentou o relatório.

Até 2015, sob o lema “Investir no futuro: Vencer a Malária”, segue em curso uma iniciativa conjunta entre entidades supranacionais que visa acelerar a eliminação da doença no continente africano. A iniciativa faz parte ainda dos “Objetivos para o Desenvolvimento do Milênio”, que incluem ainda a eliminação do HIV/Aids e de outras doenças negligenciadas.

Dados recentes do “Relatório Mundial sobre Malária”, publicado no ano passado, mostram que os países africanos registraram um progresso significativo em relação à prevenção e combate à doença. No período de 2000 a 2010, houve uma redução de 33% das mortes associadas ao agravo na África. No entanto, apesar dos avanços, grandes desafios ainda persistem em face à erradicação da doença no continente.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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