Cientistas identificam parasita resistente a droga antimalária

100X1Recentemente, cientistas identificaram um novo tipo de parasita causador da Malária – Plasmódio – resistente a drogas hoje utilizadas no tratamento da doença. Segundo os pesquisadores, o parasita foi detectado na região oeste do Camboja e é geneticamente distinto de outros tipos encontrados no mundo.

A mutação do parasita encontrado no país asiático é resistente ao tratamento com artesimina, uma das principais drogas utilizadas na luta contra a doença, fato que intrigou os especialistas.

O estudo sobre o patógeno foi publicado neste mês na revista científica Nature Genetics. Para Olivo Miotto, pesquisador das Universidades de Oxford (na Inglaterra) e Mahidol (na Tailândia) e principal autor do trabalho, o parasita tem a seu dispor uma importante característica: “a habilidade notável deste parasita em sofrer mutações e em se tornar resistente fez com que todas as mais eficazes drogas que nós obtivemos nas últimas décadas se tornassem inúteis”, explicou.

Há alguns anos, a região ocidental do Camboja foi descrita por cientistas como “celeiro” de resistência à Malária. Desde a década de 50, os parasitas locais já vinham se mostrando resistentes a várias drogas antimalária. Desde então, o problema se espalhou para outras partes da Ásia e da África.

Nos últimos anos, cientistas mapearam o genoma de 800 exemplares de Plasmodium falciparum – um dos causadores da doença, coletados em todo o mundo. Todavia, “ao comparar o Dna de parasitas do Camboja, parece que eles haviam formado novas populações que nós não vimos em nenhum outro lugar”, afirmou Olivo Miotto.

No estudo, a equipe de especialistas internacionais detectou três formas distintas de parasitas resistentes na região do país asiático. No entanto, o tipo de mutação que conferiu ao patógeno tal resistência ainda não foi esclarecida. Frente a isto, os autores da pesquisa afirmaram que compreender os traços genéticos dos parasitas os ajudariam a identificar de forma mais rápida esses novos tipos e rastreá-los, caso se disseminem ainda mais.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), houve cerca de 219 milhões de casos de Malária em 2010, incluindo 660 mil mortes. O continente africano é o mais afetado, o qual responde por 90% das mortes associadas à doença no mundo.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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