Novo site na internet promete acesso fácil a testes clínicos

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Recentemente, o médico norte-americano Bruce Moskowitz criou um site na internet reunindo o que tem de mais atual em pesquisas sobre diversas doenças e agravos, onde qualquer pessoa doente ao redor do mundo pode acessar facilmente estudos que poderiam salvar sua vida. Para o médico de Palm Beach, na Flórida (EUA), o projeto busca agora melhores formas de compartilhar informações médicas com a população geral.

Trata-se de uma iniciativa sem fins lucrativos, conhecida como My Clinical Trial Locator <http://myclinicaltriallocator.com/>, a qual tem por objetivo se tornar “a Wikipedia dos testes clínicos”, ao proporcionar uma busca rápida e gratuita de estudos em centros acadêmicos de pesquisa de todo o mundo, segundo afirmou seu fundador.

A ideia é disponibilizar uma ferramenta de pesquisa mais simples de usar do que a governamental Clinical Trials <http://www.clinicaltrials.gov/>, desenvolvido pela Agência Federal dos Institutos Nacionais de Saúde (NHI, sigla em inglês) e considerado por muitos de difícil acesso e compreensão, porém, até então, uma referência mundial. Lançado em 1997, o Clinical Trials tornou-se obrigatório para o registro de dados de testes clínicos, dez anos após sua criação. Assim, muitas revistas médicas preconizam o registro dos estudos no site como um dos pré-requisitos para a publicação.

Em contrapartida, o novo site é “realmente um recurso para todos, em todo o mundo, de forma gratuita”, afirmou idealizador do projeto. Atualmente, conta com estudos de centros acadêmicos em uma ampla gama de enfermidades, incluindo Câncer, HIV/Aids, Ansiedade e Infertilidade. Um mês após sua criação, sua base de dados já conta com 141.923 testes clínicos desenvolvidos em várias partes do mundo. Esse número se aproxima muito da base de dados do Clinical Trials, que após 16 anos de existência, reúne cerca de 144 mil testes clínicos desenvolvidos nos 50 estados norte-americanos e em 185 países.

O My Clinical Trial Locator é considerado uma plataforma de código aberto, assim os centros acadêmicos podem enviar suas próprias informações a qualquer momento. As atualizações ocorrem automaticamente, inclusive enviando alertas quando determinada pesquisa clínica muda de fase. Por outro lado, também permite aos pacientes entrar em contato, por e-mail, com um médico especialista em qualquer país, à fim de obter mais informações sobre um dado teste clínico de interesse.

O novo projeto demorou cerca de um ano para ser desenvolvido. Mais de 150 profissionais dos principais centros acadêmicos e médicos dos Estados Unidos participaram do trabalho, sobretudo, dos Centros Johns Hopkins e Columbia Presbyterian, das Universidades de Stanford e Duke, e do Massachusetts General Hospital. Aos 64 anos, Moskowitz também espera que seu projeto melhore a qualidade da pesquisa por meio da diversificação da lista de candidatos em diversos estudos, afirmou.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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