Especialista em Leishmaniose apresenta vacina ao CCZ de Aracaju-SE

leishtecNa última quarta-feira (10/07), o médico veterinário Francisco Anilton Alves Araújo, um dos maiores especialistas em Leishmaniose Canina no país, esteve reunido com técnicos e gestores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Aracaju-SE, para apresentar os benefícios da aplicação preventiva da vacina contra a doença em cães sadios. Francisco Anilton é coordenador de Zoonoses do Laboratório Hertape Calier Saúde Animal, empresa produtora da vacina Leish-Tec (Anti-Leishmaniose Visceral Canina), com sede em Brasília-DF.

A reunião foi agendada a convite da coordenadora do CCZ do município, Roseane Nunes. “Eu conversei com o médico (especialista) sobre a possibilidade de fazermos a vacinação sem custos ou num custo mais baixo aqui em Aracaju, então, ele veio apresentar a ideia para nós”, explicou. “Se der certo, nossa meta é fazer a vacinação no bairro 17 de Março, um dos mais incidentes para a doença na capital”, complementou.

Na ocasião, o especialista debateu sobre a eficácia da imunização de cães contra a doença, a qual é reconhecida tanto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), quanto pelo Ministério da Saúde (MS). Segundo Francisco Anilton, testes com a vacina Leish-Tec comprovaram que 96,5% dos animais devidamente vacinados responderam razoavelmente bem ao tratamento. O veterinário reforçou a eficácia da vacina na prevenção e redução dos casos de Leishmaniose Visceral (LV), sobretudo nas regiões carentes, onde a população de cães é elevada e a maioria, através de seus donos, não tem acesso aos serviços de saúde veterinária.

Paralelamente, o especialista ressaltou as experiências exitosas obtidas em municípios onde a vacina foi introduzida e testada, como Porteirinha, no Norte de Minas. Após vacinar mais de mil cães, a conclusão de um inquérito sorológico amostral mostrou redução significativa na prevalência da doença em cães do município, explicou.

Conforme salientou o veterinário, a imunização com a vacina Leish-Tec somente pode ser realizada no cão comprovadamente sadio. O esquema recomendado pelo MAPA consiste em três doses da vacina com intervalo de 20 dias entre elas e uma dose final no ano seguinte. Do ponto de vista do investimento no Setor Público de Zoonoses, os gastos elevados nos primeiros anos após a implantação da vacina tendem a ser compensados em médio prazo, a partir da redução do número de casos.

Durante o encontro, o veterinário classificou o método de eutanásia dos cães infectados como uma forma “não eficaz” de combate à Leishmaniose. Franscisco Anilton ressaltou ainda que a imunização de cães contra a doença não interfere na vigilância e controle do programa de saúde pública.

O encontro com o veterinário ocorreu na sede do CCZ, no bairro Capucho, e contou com a participação das equipes de técnicos e profissionais do centro, da coordenação da Vigilância Epidemiológica de Aracaju, da gerente de Endemias da Secretaria Estadual de Saúde, Sidney Sá, além dos presidentes do Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado de Sergipe (Sindvese), José Paixão e a presidente da ONG Educação e Legislação Animal (ELAN), Nazaré Moraes.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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