Leite produzido na Nova Zelândia gera temor quanto ao risco de Botulismo

Fonterra_13No início da semana, a Fonterra, maior exportadora de laticínios do mundo, confirmou que alguns de seus produtos podem estar contaminados pela bactéria Clostridium botulinum, causadora do Botulismo. A notícia surpreendeu autoridades de saúde em todo o mundo e provocou revolta entre consumidores de diversos países, devido à suposta demora na divulgação do alerta.

Na Nova Zelândia, os produtos já foram retirados das prateleiras dos supermercados, assim como aconteceu em vários países asiáticos – China, Hong Kong, Malásia, Sri Lanka e Tailândia. Segundo comunicado da empresa neozelandesa, toneladas de fórmulas em pó para crianças, bebidas isotônicas e outros produtos podem ter sido contaminados pela bactéria.

Durante entrevista coletiva, o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, disse não entender porque só agora o problema foi comunicado pela empresa, uma vez que as suspeitas de contaminação começaram desde o ano passado. Em contrapartida, o executivo-chefe da Fonterra, Theo Spierings, negou qualquer tentativa, por parte da empresa, de dissimular a situação.

Os lotes potencialmente contaminados foram distribuídos para pelo menos seis países: Austrália, Malásia, Arábia Saudita, Tailândia, Vietnã e China. Em Pequim, o representante da corporação veio a público pedir desculpas aos consumidores em virtude do problema. Atualmente, a China representa um dos maiores mercados consumidores da empresa.

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Em resposta, outras empresas que têm a Fonterra como fornecedor também promoveram a retirada de produtos supostamente contaminados. Na Ásia, a companhia francesa de laticínios Danone®, determinou o recolhimento de fórmulas infantis das marcas Dumez® e Karicare®. Particularmente na China, o governo proibiu a comercialização de certos produtos da empresa farmacêutica norte-americana Abbolt®, os quais também utilizam insumos fornecidos pela Fonterra.

Na última segunda-feira (05/08), a Fonterra Brasil divulgou uma nota com o intuito de tranquilizar os consumidores brasileiros. Segundo a empresa, nenhum dos lotes suspeitos de contaminação chegou aos mercados do País.

Na ocasião, a assessoria de imprensa da empresa enviou a seguinte nota de esclarecimento: “a Danone Baby Brasil está ciente dos problemas de segurança alimentar existentes com relação ao fornecimento de concentrado de proteína do soro de leite produzido pela Fonterra na Nova Zelândia. Confirmamos que os ingredientes potencialmente contaminados não foram utilizados na produção de nenhum dos nossos produtos vendidos no Brasil”.

Até o momento, não há relato de casos da doença associados ao consumo destes produtos. Este é o segundo caso de contaminação alimentar da Fonterra neste ano. Em janeiro, lotes de laticínios apresentaram frações de dicianodiamida, substância comumente utilizada como inibidor de nitratos utilizados em adubos.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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