Chinês morre vítima de Raiva após contato com ferimento do filho

lmNesta segunda-feira (23/09), um homem de 41 anos morreu vítima de Raiva após ter ingerido sangue proveniente do ferimento de seu filho, um jovem de 20 anos que havia sido mordido na perna por um cão vadio no último dia 29/08. O caso ocorreu na província chinesa de Jiangsu, localizada na costa leste do país.

Em ato de desespero e, inadvertidamente, o pai acabou tendo o impulso de “chupar” o sangue da lesão e, em seguida cuspi-lo. Contra-indicada pela comunidade científica internacional, esta prática ainda perdura no imaginário cultural de diversas populações, sobretudo, nos casos de acidentes envolvendo animais peçonhentos.

Segundo familiares da vítima – um aldeão da localidade de Sitong -, após ter sido encaminhado ao hospital, ele se recusou a tomar a vacina porque não possuía condições financeiras para arcar com os custos do tratamento. No país, cada dose da vacina custa, em média, 600 yuan (moeda local), o equivalente a US$ 98. Já o rapaz recebeu tratamento pós-exposição a tempo e não desenvolveu qualquer sintoma do agravo.

A China responde pela segunda maior taxa de mortalidade pela doença no mundo – cerca de 2 mil mortes por ano -, atrás apenas da Índia. De fato, cerca de 95 por cento das mortes humanas ocasionadas pelo vírus da Raiva ocorrem na Ásia e na África, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A progressão dos casos de Raiva entre populações rurais na China tem sido um dos principais problemas de saúde pública do país. De acordo com as autoridades de saúde locais, a oferta da vacinação pós-exposição em áreas rurais seria totalmente desejável, porém inviável em termos de custos e disponibilidade em quantidade suficiente do imunobiológico. Frente a isto, o controle da Raiva em cães continua sendo a principal estratégia utilizada pelo governo para proteger a população do campo.

Em resposta, o governo chinês lançou um alerta à população reforçando a necessidade de promover a lavagem do ferimento exclusivamente com água e sabão, nos casos de agressão envolvendo cães, gatos ou qualquer outro tipo de animal capaz de transmitir o vírus da Raiva. Além disso, deve-se procurar imediatamente assistência médica.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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