Porto Alegre lidera ranking de água contaminada entre 20 capitais

1373218036_525601822_2-Fotos-de--Chuveiros-Torneiras-Registros-Troca-Conserto-ManutencaoA qualidade da água distribuída aos moradores de Porto Alegre é a pior entre as 20 capitais brasileiras avaliadas pelo Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em São Paulo. O levantamento foi divulgado no último dia 23/09, e coloca a capital gaúcha no topo do ranking, à frente de metrópoles como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Mesmo assim, este recurso ainda é considerado potável e atende os requisitos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Segundo detalhes do estudo, a água que sai da torneira dos porto-alegrenses possui grande concentração de “interferentes endócrinos”, substâncias capazes de afetar o sistema hormonal, os quais oferecem risco à saúde. Considerados “contaminantes emergentes”, tais substâncias aparecem em controles de qualidade, porém não existem portarias ou leis que impeçam seu consumo. No entanto, quando consumidos em larga escala e por um período de tempo prolongado, podem ocasionar diversas doenças, tais como obesidade e câncer.

Durante o estudo, foram coletadas amostras de mananciais e de água tratada. O nível de cafeína foi usado como indicador da presença de contaminantes que têm ação estrógena, isto é, efeito semelhante ao hormônio feminino. Após a análise, a capital gaúcha apresentou 2.257 nanogramas de cafeína por litro (ng/l), bem próximo ao nível máximo recomendado de 2.769 ng/l. O mínimo, segundo o estudo, é de 1.342 ng/l. A segunda colocada foi Campo Grande, com 900 ng/l, seguida por Cuiabá (222 ng/l), Belo Horizonte (206 ng/l) e Vitória (196 ng/l).

“A cafeína presente na água é quase toda excretada pela atividade humana. É uma droga muito consumida. A gente consome muito, seja junto a medicamentos, refrigerantes, energéticos”, afirmou o pesquisador Wilson Jardim, que liderou a pesquisa, ao site da UNICAMP.

Complementando, Jardim lembrou que em mananciais europeus raramente são encontrados níveis acima de 20 ng/l. “Em termos de contaminantes emergentes, no Brasil, bebemos água com qualidade comparável à da água não tratada lá de fora”, comparou. Para o pesquisador, a qualidade da água distribuída à população brasileira ainda precisa melhorar muito, sobretudo, quanto às questões reguladoras. “A portaria 2.914 do Ministério da Saúde é muito estática, e a nossa vida é dinâmica, nossa sociedade é dinâmica. A cada ano, são mais de mil novos componentes registrados”, sentenciou.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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