Frango contaminado por Salmonela provoca surto de gastroenterite nos EUA

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Nos últimos meses, um surto de gastroenterite por Salmonela atingiu centenas de pessoas em 18 estados norte-americanos. Em resposta, as autoridades de saúde emitiram um alerta sanitário em todo o país diante do risco de contaminação pelo produto.

Segundo as investigações, o alimento incriminado foi o frango cru empacotado em três unidades da empresa Foster Farms, produzido na Califórnia. Desde que cepas de Salmonela sorotipo heidelberg foram detectadas em março, pelo menos 278 pessoas adoeceram após consumir a mercadoria, segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).

Inicialmente, a cepa foi detectada em frangos distribuídos em mercados de varejo nos estados da Califórnia, do Oregon e de Washington. Desde então, outros 15 estados também relataram casos da doença.

Embora o surto tenha começado em março, a notificação junto ao Departamento de Agricultura ocorreu apenas em julho, conforme salientou Dan Engeljohn, representante do USDA. Além disso, pesquisadores encontraram grande dificuldade em determinar a fonte de contaminação, afirmou Engeljohn.

Já a empresa Foster Farms contestou os resultados da investigação atribuindo o evento ao preparo do produto. Em nota, ela afirmou que não há nenhum recall em andamento e que as infecções foram provocadas pelo consumo do frango mal cozido.

“Essa é uma questão de saúde pública importante”, apontou Anita Gore, porta-voz do Departamento de Saúde Pública da Califórnia. “O frango pode carregar bactérias e precisa ser totalmente cozido”, alertou.

Bactérias do gênero Salmonella podem contaminar a carne durante os processos de abate e processamento, sendo comum sua ocorrência em frango mal cozido. Pessoas infectadas costumam apresentar os seguintes sintomas: diarreia, vômitos, dore abdominal, dor de cabeça, mal-estar, desidratação, calafrios e febre.

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Em meio à paralisação do governo americano, houve uma grave desaceleração dos esforços do governo federal para proteger a saúde e a segurança dos americanos. Frente a isto, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão federal, teve que convocar parte de sua equipe de volta ao trabalho para dar resposta ao surto de Salmonela que, até então, vem assolando o país.

Para Barbara Reynolds, porta-voz do CDC, o número reduzido de funcionários durante a paralisação do governo prejudicou a análise dos casos da doença. “Estávamos monitorando 30 focos de surto”, e isso se tornou um número muito grande para a equipe reduzida da agência, afirmou.

O CDC possui um sistema eficaz para identificar bactérias e medir o alcance de um surto. O sistema, conhecido como PulseNet, conduz testes de DNA em amostras para verificar quais casos estão relacionados a um dado evento. Conforme salientou Barbara, naquele momento a entidade contava com apenas um funcionário, em vez dos oito de costume, para analisa os dados no PulseNet. Assim que souberam do problema, alguns retornaram ao trabalho.

“Há um risco real para o público se os surtos não forem plenamente investigados”, alertou Caroline Smith DeWaal, diretora de Segurança Alimentar do Centro para Ciência pelo Interesse Público, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com nutrição e questões de saúde nos EUA.

Em geral, o USDA é responsável pela inspeção de carnes, enquanto que a Food and Drug Administration (FDA), agência que regulamenta remédios e alimentos, responde pelo controle dos produtos agrícolas e dos frutos do mar. “Essas inspeções é que revelam se há um problema de saúde pública”, disse um funcionário do governo. “Se você não está olhando, não há como saber. Se a paralisação continuar pelas próximas semanas, vai se tornar um grande problema”, acrescentou.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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