Pesquisa brasileira definirá público para receber vacina contra a Dengue

vacinadengue_1No último dia 27/12, o Ministério da Saúde (MS) anunciou o financiamento de uma pesquisa que definirá as áreas e os públicos prioritários que receberão a vacina contra a Dengue. Segundo o órgão, o estudo deverá ser concluído em até 2 anos.

A definição dos territórios e grupos etários contemplados pela vacina terá apoio de um grupo de trabalho formado por técnicos do MS, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e por especialistas de diversas universidades, como a Escola Paulista de Medicina e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). De acordo com o governo, foram investidos R$ 5,3 milhões na pesquisa.

Inicialmente, serão coletadas cerca de mil amostras de sangue, procedentes de indivíduos na faixa etária até 20 anos, em 63 cidades das cinco regiões do Brasil. Como consequência, tal inquérito soroepidemiológico deverá determinar o nível de imunidade da população à infecção pelo vírus da Dengue. Já as amostras correspondentes às demais faixas etárias serão obtidas através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS).

Na fase seguinte do estudo, serão revisados artigos e informações científicas sobre a doença, publicadas em periódicos nacionais e internacionais. O objetivo desta etapa é caracterizar a ocorrência e o perfil da transmissão viral no país, especialmente em grupos etários vulneráveis, as taxas de letalidade e os sorotipos circulantes.

 Já a terceira etapa consiste na avaliação da resposta imunológica de indivíduos infectados pelos quatro sorotipos virais e do desenvolvimento dos casos graves. A partir dos dados coletados, serão elaborados modelos matemáticos capazes de auxiliar na determinação do público-alvo a ser contemplado pela vacina.

Desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan, a vacina tem como principal característica o fato de ser tetravalente, ou seja, proteger contra os quatro sorotipos virais da Dengue, utilizando o próprio vírus atenuado (por engenharia genética). Além disso, sua produção será 100% nacional. Na realidade, ela foi desenvolvida há mais de uma década pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A partir de 2006, passou a fazer parte do circuito de pesquisas do Instituto Butantan, mediante transferência tecnológica e de conhecimento.

Caso obtenha sucesso na avaliação dos resultados após a testagem em humanos, a vacina poderá ser aprovada pela ANVISA e fazer parte do Programa Nacional de Imunização já a partir de 2018, conforme previsão do próprio ministério. Além do Butantan, há outra iniciativa nacional voltada para produção de vacina contra a Dengue, a qual é fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e a indústria farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK). Porém, a previsão é de que este trabalho seja concluído em aproximadamente cinco anos.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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