Reino Unido registra maior incidência de Escarlatina nos últimos 30 anos

United-Kingdom-flagDesde o início da temporada de inverno, em setembro do ano passado, foram registrados 5.102 casos de Escarlatina no Reino Unido. Este número já representa a maior incidência da doença nos últimos 30 anos. Somente entre 24 e 30 de março, as autoridades de saúde britânicas contabilizaram 883 notificações. Nos últimos 10 anos, a média anual de casos novos chegou a 1.420 ocorrências.

Embora a maioria dos casos de Escarlatina apresente manifestações brandas e com prognóstico favorável, os profissionais de saúde devem reforçar a vigilância contínua do agravo, tendo em vista as raras complicações, informou Theresa Lamagni, diretora da Public Health England (PHE).

“Nós continuamos a verificar um incremento nas notificações de Escarlatina em toda a Inglaterra e demais estados, os quais estão trabalhando em estreita colaboração com os profissionais de saúde na tentativa de entender as razões deste aumento e fazer o possível para reduzir seus impactos na população”, explicou Lamangni.

“A PHE insiste que as pessoas com sintomas da doença, os quais incluem dor de garganta, dor de cabeça, febre e erupções cutâneas características, procurem atendimento médico. A Escarlatina deve ser tratada com antibióticos para reduzir o risco de complicações”, acrescentou a gestora.

A Escarlatina é provocada pela bactéria Estreptococo beta hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes), sendo uma das doenças mais prevalentes na infância. Geralmente, acomete crianças em idade escolar, sobretudo na primavera. No Reino Unido, atinge principalmente a faixa etária de 02 a 08 anos.

A transmissão ocorre pelo contato direto com saliva ou secreção nasal de indivíduos infectados sintomáticos ou não. O período de incubação pode variar de um a dez dias. Atualmente, não há vacina contra a doença.

Sintomas

  • Febre alta nos primeiros dias, que vai baixando aos poucos nos dias subsequentes até desaparecer;
  • Dor na garganta, que adquire coloração avermelhada;
  • Exantema, caracterizada por pequenas manchas vermelho-escarlate de textura áspera na pele que aparecem inicialmente no tronco, espalhando-se para face, pescoço, membros, axilas e virilhas, mas poupam as palmas das mãos, as plantas dos pés e ao redor da boca, e descamam com a evolução do quadro;
  • Língua com aspecto de framboesa, pois as papilas incham e ficam arroxeadas;
  • Mal-estar;
  • Inapetência;
  • Dor no corpo, de barriga e de cabeça;
  • Náuseas e vômitos.

Recomendações 

  • Procurar atendimento médico ao menor sinal da doença;
  • Manter o indivíduo sintomático em repouso enquanto o quadro não regredir, limitando seu contato com outras pessoas para evitar a propagação da doença;
  • Oferecer alimentos leves e fáceis de deglutir, além de líquidos;
  • Fique atento: crianças infectadas quando não tratadas adequadamente têm maior risco de desenvolver complicações graves que se manifestam principalmente quando a doença parece curada.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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