OMS declara estado de emergência de saúde pública para a Poliomielite

vacinaNesta segunda-feira (05/05), a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou estado de emergência de saúde pública para a Poliomielite, um agravo que, nos últimos anos, vem se propagando por diversos países. Diante da magnitude do problema, a entidade celebrou na semana passada uma reunião de emergência para discutir a situação da doença.

“A decisão para considerar que estão reunidas as condições para um estado de emergência foi unânime”, afirmou a OMS, em comunicado. “Se não for controlada, a situação poderá colocar em risco a erradicação global da uma das mais graves doenças que pode ser evitada através da vacinação”, ressaltou a entidade.

Para a OMS, o maior risco de propagação da doença ocorre em nações como: Paquistão, Camarões e Síria. O alerta também vale para os demais países onde recentemente a doença foi detectada: Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria. Frente a isto, as autoridades locais estão sendo convocadas a agir com campanhas de vacinação para aqueles que precisam viajar e manter este dispositivo por pelo menos seis meses após verificar que não houve novos casos da doença.

Trata-se de uma doença altamente contagiosa que afeta principalmente crianças menores de cinco anos, podendo causar paralisia em algumas horas e, em alguns casos, ser fatal. Portanto, a vacinação ainda pode ser considerada a forma mais eficaz de combater a doença.

Desde 1988, o número de casos de Poliomielite no mundo caiu mais de 99%, passando de 350 mil a 406 casos notificados em 2013. Esta diminuição deve-se ao esforço global para erradicar a doença, segundo apontou a OMS. Atualmente, somente em três países a doença é considerada endêmica – Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Já em 1988, o número de países endêmicos chegava a 125.

“No entanto, a Poliomielite continua a se espalhar internacionalmente a partir de países endêmicos e dos países reinfectados”, alertou a OMS. Entre janeiro e abril, habitualmente período de baixa transmissão viral, três novos casos importados da doença foram detectados: na Ásia (do Paquistão para o Afeganistão), no Oriente Médio (da Síria para o Iraque), e na África Central (de Camarões para a Guiné Equatorial), acrescentou a entidade.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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