País encerra 2013 com mais de duzentas mortes em decorrência de acidentes com animais peçonhentos

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No ano passado, ao menos 280 pessoas morreram em todo o País em decorrência de acidentes com animais peçonhentos. Os dados são do Ministério da Saúde, que registrou ainda cerca de 154 mil ocorrências durante o período.

Os estados do Nordeste ainda são os que mais preocupam. Juntos, totalizaram o maior número de mortes: 97 em mais de 47 mil ocorrências. A região registra uma média de 83 agressões por cada cem mil habitantes. Somente em Pernambuco, cerca de 8 mil pessoas foram atacada por animais peçonhentos em 2013, das quais 17 morreram.

Para tentar contornar a situação, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco tem investido cada vez mais na conscientização da população, sobretudo, através da utilização de folhetos de cordel, expressão cultural típica do Nordeste. Escritos em linguagem simples pelo médico Sávio Pinheiro, que também é cordelista, os livretos são distribuídos no interior durante apresentações de grupos de teatro, baseadas em recitais de versos musicados.

Apenas neste ano, mais de 250 pessoas procuraram atendimento médico no estado depois de serem picadas por escorpiões. Segundo o coordenador do Programa Nacional de Prevenção aos Acidentes por Animais Peçonhentos, Guilherme Reckziegel, dentre as principais causas de morte por ataques de animais peçonhentos está a crença generalizada da população de que a picada dói, mas não mata.

“No entanto, ela pode ser fatal se não forem tomadas medidas adequadas, principalmente entre as crianças, que somam 50% das vítimas no país. Há quatro espécies que mais atacam no Brasil. Uma delas, anteriormente limitada à Região do Nordeste, a Tityus stigmurus, conhecida como ‘escorpião amarelo do Nordeste’, migrou para o sul e tornou-se um problema de saúde no Paraná e em Santa Catarina. O escorpião é hoje uma praga urbana”, alertou o coordenador.

Para Reckziegel, a utilização de elementos culturais típicos da região amplia a capacidade da população de assimilar a informação que está sendo veiculada. “Desta forma se respeita as características locais da região e assim é possível atingir melhor o objetivo de comunicar com a população local. Porém, outras regiões do país também precisam de alertas. Desde 2007, o Sudeste, por exemplo, apresentou o maior número de acidentes com bichos peçonhentos, 33%; seguido pelo Nordeste, com 30%; o Sul, com 21%; o Norte, com 11%; e o Centro-Oeste, com 5%”.

Apesar de o ataque por escorpiões ser o mais frequente, os acidentes envolvendo serpentes ainda são os que mais matam no País. Já os aracnídeos provocaram a morte de 82 pessoas no ano passado, em comparação com as 115 mortes provocadas por serpentes. No entanto, os acidentes envolvendo aranhas aumentaram 270% entre 2011 e 2013, o que deixou em alerta as autoridades de saúde. Além de mortes causadas por estes animais, há também óbitos por ataques de abelhas e lagartas.

A recomendação, segundo o Ministério da Saúde, para quem se deparar com animais peçonhentos é notificar aos órgãos de saúde para que equipes especializadas possam fazer a coleta de animais de forma segura e promovam um manejo ambiental de controle das colônias.

“A gente fala nos três ‘As’, que levam à permanência do inseto no local: água, abrigo e alimento. O manejo ambiental deve ser eficiente para tirar, pelo menos, um desses “As”, removendo principalmente o lixo entulhado, que atrai baratas e em seguida o escorpião, que se alimenta de baratas”, explicou Reckziegel.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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