Ministério da Saúde lança o aplicativo “Saúde na Copa”

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No final do mês passado, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo “Saúde na Copa”, destinado a torcedores brasileiros e estrangeiros. A ferramenta disponibiliza inúmeras dicas de saúde, tais como localização de farmácias e postos de atendimento mais próximos e, através dela, torcedores podem também informar qual o seu estado de saúde.

“É uma via de duas mãos: o torcedor recebe dicas e, ao mesmo tempo, ajuda as autoridades sanitárias a monitorar as condições de saúde em geral no período da Copa”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Dr. Jarbas Barbosa.

Assim, as informações captadas através do aplicativo serão analisadas em um “Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde”. Trata-se, portanto, de uma sala de monitoramento e controle, em funcionamento, em Brasília, desde o último dia 28/05. O centro trabalha integrado com os demais polos de monitoramento regional instalados nas cidades-sede do Mundial.

Equipes de saúde estarão atuando nestes locais estratégicos até o dia 23 de julho, com esforço redobrado nos dias em que ocorrerem jogos. A ideia é captar informações sobre problemas relacionados à saúde, como intoxicações alimentares, surtos, infecções e acidentes, e coordenar as medidas que devem ser adotadas em resposta a estes eventos.

A expectativa do governo é a de que o deslocamento de torcedores, por ocasião dos jogos da Copa, não provoque impactos no sistema de saúde. “Experiências mostram que 1% a 2% dos viajantes necessitam de atendimento médico. Desse grupo, 99,5% a 99,8% são atendidos na própria arena”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Conforme pactuação, a atribuição do atendimento médico será dividida com a FIFA. Dentro dos estádios e num raio de até dois quilômetros, o atendimento cabe à entidade. A partir deste limite, a atribuição caberá às secretarias Municipais e Estaduais de Saúde.

Ainda segundo o secretário de Vigilância em Saúde, o ministério não teme o aumento do risco de introdução e/ou circulação de doenças infecciosas, como por exemplo o Sarampo. “Cerca de 75% dos viajantes que vêm ao País no período da Copa são procedentes de países americanos, com perfil epidemiológico muito parecido com o nosso”, explicou o secretário.

Há alguns meses, autoridades sanitárias brasileiras mostraram preocupação em relação ao Sarampo, doença que tem apresentado elevada incidência em alguns países. Diante destas circunstâncias, profissionais da rede hoteleira e de setores que trabalham em contato direto com turistas têm sido orientados e imunizados. “De qualquer maneira, a vigilância continua atenta. E, caso necessárias, medidas de bloqueio serão adotadas”, acrescentou Barbosa.

Em Brasília, o Centro Nacional de Operações trabalhará com emissão de boletins diários sobre atendimentos de saúde e inspeções sanitárias, além de fichas de atendimento nas arenas. O local tem ainda como responsabilidade coordenar a atuação das agências Nacional de Vigilância Sanitária, e Nacional de Saúde Suplementar, tendo em vista as informações repassadas pelas secretarias de saúde.

Por outro lado, as atividades de vigilância não estarão restritas aos estádios. Dentre os principais campos de atuação, estão incluídos: hotéis oficiais, rede assistencial, bares, restaurantes e centros de treinamento. Para ampliar a capacidade de monitoramentos, um grupo de 10 mil pessoas foi treinado para identificar situações de emergência em saúde. Planos de contingência, preparados para atender problemas como acidentes com múltiplas vítimas, com produtos químicos, radiológicos, biológicos (incluindo o bioterrorismo), nucleares e/ou outros desastres, também foram preparados e testados. Serão instalados ainda postos médicos avançados nos locais próximos dos estádios, os quais funcionarão como Unidades de Pronto Atendimento. Demais atividades poderão ser complementadas pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde, caso necessárias.

“Tenho convicção de que chegamos preparados e demos passos consistentes para formar um sistema de saúde integrado para lidar em grandes eventos e para proteger turistas, sejam estrangeiros ou brasileiros”, sentenciou o ministro Arthur Chioro.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

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