OMS aprova uso de tratamentos não homologados contra o Ebola

ooo 7ago2014---equipe-transporta-o-missionario-espanhol-miguel-pajares-em-sua-chegada-a-hospital-em-madri-nesta-quarta-feira-7-o-homem-foi-infectado-pelo-virus-ebola-na-liberia-1407413006943_956x500 (1)

Nesta segunda-feira (11), o Comitê de Ética da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o uso de tratamentos não homologados contra o vírus Ebola. Um comunicado emitido pela entidade, nesta terça-feira (12), confirmou a decisão.

“Diante das circunstâncias da epidemia e sob certas condições, o comitê concluiu que é ético oferecer tratamentos – cuja eficácia ainda não foi demonstrada, assim como os efeitos colaterais – como potencial tratamento ou de caráter preventivo”, conforme afirmou a entidade, em nota.

Atualmente, não existe tratamento de cura ou vacina contra o Ebola, cuja grave epidemia na África Ocidental levou a OMS a decretar “estado de emergência de saúde pública mundial”. No entanto, a utilização do medicamento experimental ZMapp em dois americanos e um padre espanhol infectados enquanto trabalhavam na África provocou um caloroso debate ético.

O medicamento promissor mostrou-se razoavelmente eficaz durante o tratamento dos americanos, porém, não alcançou resultados satisfatórios na terapêutica do religioso espanhol. Em nota, a empresa americana Mapp Biopharmaceutical, que produz o medicamento, confirmou o enviou de um estoque para o oeste do continente africano.

Frente a isto, o Comitê de Ética da OMS condicionou o uso dos tratamentos a uma “transparência absoluta sobre os cuidados, a um consentimento informado, à liberdade de escolha, à confidencialidade, ao respeito das pessoas e a preservação da dignidade e a implicação das comunidades”. Também estabeleceu “a obrigação moral de obter e compartilhar as informações sobre segurança e eficácia das intervenções”, que devem ser objeto de avaliação constante.

Até agora, pelo menos 1.013 pessoas morreram em decorrência do vírus Ebola no oeste da África, com um total de 1.848 casos, segundo o balanço mais recente divulgado pela OMS. No entanto, no balanço ainda não consta a morte do missionário espanhol Miguel Pajares, o primeiro europeu infectado, que morreu em um hospital de Madri na madrugada desta terça-feira (12).

O religioso tinha 75 anos e havia contraído a doença no Hospital Saint Joseph de Monróvia, na Libéria, onde trabalhava para uma organização governamental. Ele foi levado para seu país de origem no dia 7 de agosto, tornando-se o primeiro caso da doença tratado na Europa.

Até semana que vem,

Equipe CIEVS RIO.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s