Influenza (Gripe)

A influenza ou gripe constitui uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Um indivíduo pode contraí-la inúmeras vezes ao longo da vida e, em geral, tem evolução autolimitada. Todavia, de acordo com a diversidade antigênica do agente etiológico (causador), esta doença pode se apresentar de forma mais ou menos grave.

A doença é causada pelo vírus influenza, da família Ortomixiviridae, o qual se subdivide em três tipos antigênicos distintos: A B e C. De fato, os vírus influenza A são os mais propensos a sofrerem variações (mutações) em sua estrutura genética, gerando diversos subtipos. A cada ano, a ocorrência destas mutações, dando origem a novos tipos antigênicos virais, favorece a manifestação cíclica da doença na população. É por este motivo que a composição da vacina contra influenza sofre modificações a cada ano.

O modo de transmissão mais comum é a transmissão direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas de aerossol, expelidos por um indivíduo infectado com o vírus influenza, a pessoas suscetíveis, ao falar, espirrar e tossir. No entanto, a transmissão de modo indireto também pode ocorrer por meio do contato com materiais contaminados pelas secreções nasofaríngeas do doente. Neste caso, a lavagem regular e adequada das mãos é a principal forma de prevenção. Em geral, o período de incubação é de 1 a 4 dias. Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus no período de 2 dias antes até 5 dias depois do início dos sintomas. O diagnóstico da doença, bem como a identificação do sorotipo viral, é realizado por meio de análise laboratorial das secreções de nasofaringe.

Embora a transmissão inter-humana seja a forma mais comum, já está documentada a transmissão da influenza A entre espécies. Os vírus da influenza aviária estão presentes nas fezes, sangue e secreções respiratórias das aves infectadas. A contaminação humana, ainda que rara, pode ocorrer por meio da inalação dessas secreções. Entretanto, a contaminação mediante o consumo de ovos ou carnes de aves infectadas não foi evidenciado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a influenza acomete 5 a 10% dos adultos e 20 a 30% das crianças, causando 3 a 5 milhões de casos graves e 250.000 a 500.000 mortes todos os anos no mundo.

No Brasil, a ocorrência de influenza constitui um importante problema de saúde pública, com destaque, para a maior circulação de Influenza A (H3N2).

A Influenza Sazonal constitui a apresentação de síndrome gripal clássica e mais recorrente na população. Os sintomas, em geral, têm início de forma abrupta e evolução autolimitada, de poucos dias, caracterizando-se como: febre maior ou igual a 38ºC, tosse seca, congestão nasal, rinorréia (secreção nasal), rouquidão, dor de garganta, mialgia, dor de cabeça e prostração.

Os quadros graves da doença estão frequentemente associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), responsáveis por um grande número de hospitalizações, podendo levar até mesmo ao óbito. Tais complicações são muito mais comuns entre os grupos mais vulneráveis.

O Ministério da Saúde realiza anualmente a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, neste ano, irá ocorrer entre 17 de abril e 26 de maio, direcionada a grupos prioritários, tais como: pessoas com 60 anos ou mais, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas, adolescentes de 12 a 21 anos cumprindo medida socioeducativa, populações privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. Este ano, serão incluídos também na vacinação, os professores do ensino básico e superior das escolas públicas e privadas. É recomendada vacinação anual contra influenza para estes grupos, mesmo que já tenham recebido a vacina na temporada anterior, pois se observa queda progressiva na quantidade de anticorpos protetores. Esta recomendação é válida mesmo quando a vacina indicada contém as mesmas cepas utilizadas no ano anterior.

Segundo o MS, a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza. .

Paralelamente, a Vigilância Epidemiológica da influenza desempenha um papel fundamental para o controle da doença, promovendo atividades que contribuem para monitorar os principais sorotipos de vírus circulantes, avaliar os impactos da vacinação contra a doença, acompanhar as tendências de morbidade e mortalidade nos grupamentos populacionais, responder em situações inusitadas (como por exemplo, em surtos e aglomerados de casos), detectar e oferecer resposta rápida à circulação de novos sorotipos capazes de gerar pandemias, além de produzir e disseminar informações epidemiológicas estratégicas. Todavia, somente é possível desenvolver estas atividades em parceria com a população, sobretudo, a partir da notificação.

Campanha de Vacinação “Todos juntos contra a Gripe”

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