Febre Amarela

ATUALIZADO EM 07/06/2017

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, de curta duração (de 3 a 6 dias), causada por um arbovírus, ou seja, vírus transmitido por artrópodes (mosquitos), e que pode levar à morte, na sua forma grave.

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia, hemorragias e insuficiência de múltiplos órgãos. A pessoa permanece em estado de viremia, ou seja, capaz de transmitir o vírus para o mosquito, por até 7 dias após ter sido picada. Vale ressaltar que a doença pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

No Brasil, os casos são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus sp. e Sabethes sp. transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Cabe ressaltar, a doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus.

Ciclo Urbano e Silvestre Febre Amarela

Fonte: http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/index.php?option=com_content&view=article&id=11593%3Afebre-amarela-informacoes-e-orientacoes&catid=103&Itemid=25

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), alguns países da África e das Américas Central e do Sul são endêmicos ou possuem regiões endêmicas de febre amarela. No começo de 2016, a Angola viu o retorno da epidemia da doença, e este foi o primeiro surto em 28 anos.

Na Colômbia, foram reportados no ano 2016, 12 casos de febre amarela silvestre, dos quais 7 confirmados em laboratório e 5 prováveis. No Peru também em 2016, foram notificados 80 casos de febre amarela silvestre, dos quais 62 confirmados e 18 classificados como possíveis, incluindo 26 mortes.

Neste ano, a OMS divulgou alerta epidemiológico sobre a febre amarela nas Américas. Colômbia, Bolívia, Equador, Peru, Suriname e Brasil têm notificado casos da doença.

No Brasil, os últimos casos de febre amarela urbana ocorreram em 1942, no Acre. Em 2017, casos da doença estão acontecendo em várias regiões onde não havia recomendação de vacinação. Existe a possibilidade de transmissão urbana da febre amarela , ou seja, causada pelo Aedes aegypti, devido à confirmação de casos em humanos e macacos em áreas próximas a grandes aglomerados urbanos. No entanto, até o momento não há evidências de que esse mosquito esteja envolvido na transmissão.

coes 43

Fonte: Informe nº43/2017 – COES/SVS/MS

Em virtude dessas ocorrências atuais, o Ministério da Saúde ampliou a oferta da vacina contra a febre amarela, a fim de prevenir a ocorrência de casos humanos e surtos e orientar viajantes e turistas sobre a importância da vacinação preventiva (pelo menos 10 dias antes da viagem), sobretudo àqueles que pretendem realizar atividades em áreas silvestres, rurais ou de mata.

Em atenção à orientação da OMS, o Ministério da Saúde, passou a adotar em abril de 2017 a dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação.

A vacina é segura e eficaz, no entanto, pode provocar reações adversas leves, moderadas e graves. Reações locais como dor no local da aplicação, e sistêmicas como febre, dor de cabeça e dor no corpo podem acontecer. Reações alérgicas, em especial, em alérgicos a ovo.

A vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS e já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação nas Unidades Básicas de Saúde. É recomendada principalmente para as pessoas que moram ou vão viajar em área de circulação confirmada do vírus.

O aparecimento de casos é geralmente precedido de epizootias em macacos (morte de primatas não humanos). A vigilância de epizootias é um dos componentes da vigilância epidemiológica da febre amarela, juntamente com a vigilância entomológica (controle de vetores) e de casos humanos. O monitoramento facilita a detecção precoce da presença do vírus, evita a disseminação da doença e facilita a elaboração de medidas de controle e prevenção, como a vacinação e o combate ao vetor.

Desde o início do ano, técnicos de zoonoses estão monitorando primatas encontrados mortos no município do Rio de Janeiro e ainda não encontraram ameaças à saúde da população, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. O órgão, porém, alerta para a necessidade de quem encontrar ligar para 1746 e solicitar o recolhimento do animal.

Notificação de Epizootia

Principais medidas de controle da Febre Amarela:

  • A vacinação é a mais importante medida de controle;
  • Desenvolver ações de educação em saúde e informar as populações das áreas de risco de transmissão.
  • Notificação imediata de casos humanos, epizootias e de achado do vírus em vetor silvestre;
  • Vigilância de síndromes febris íctero-hemorrágicas;
  • Redução da população do Aedes aegypti, para diminuir o risco de reurbanização;

Saiba mais sobre a febre amarela:
http://portalsaude.saude.gov.br/febre-amarela
http://www.febreamarelarj.com.br/
http://prefeitura.rio/web/sms/exibeconteudo?id=6829765

Vacinação contra Febre Amarela: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/28020-veja-como-fica-vacinacao-da-febre-amarela-com-a-adocao-da-dose-unica

Nota Técnica SMS RIO: Morte de primatas na cidade do Rio de Janeiro

Saiba mais sobre o surto na África: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5367:seis-paises-sul-americanos-registram-casos-de-febre-amarela-aponta-alerta-epidemiologico-da-opasoms&Itemid=816

Fontes: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5367:seis-paises-sul-americanos-registram-casos-de-febre-amarela-aponta-alerta-epidemiologico-da-opasoms&Itemid=816

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