Influenza

Atualizado em 21/07/2017

A influenza é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus A e B que acomete diferentes espécies. O vírus A está associado a epidemias e pandemias com comportamento sazonal e tem aumento no número de casos humanos entre as estações climáticas mais frias, podendo haver anos com menor ou maior circulação do vírus. Habitualmente em cada ano circula mais de um tipo de influenza concomitantemente (exemplo: influenza A (H1N1)pdm09, influenza A (H3N2) e influenza B).

Entre os seres humanos a Influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, geralmente benigna e autolimitada. Frequentemente é caracterizada por início abrupto dos sintomas, que são predominantemente sistêmicos, incluindo febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, mialgia e anorexia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza. A infecção geralmente dura 1 semana e com os sintomas sistêmicos persistindo por alguns dias, sendo a febre o mais importante.

Os vírus influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) e A (H3N2) circulam atualmente em humanos. Algumas pessoas, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com alguma comorbidade possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à influenza. A vacinação é a intervenção mais importante na redução do impacto da doença.

Por tratar-se se um agravo com potencial zoonótico, o monitoramento da gripe entre as aves é de suma importância tendo em vista a elevada capacidade de mutação e adaptação do vírus em diferentes hospedeiros. A gripe aviária é uma doença infecciosa de aves causada por estirpes do tipo A do vírus da gripe que podem infectar humanos. Os vírus da gripe aviária normalmente não infectam seres humanos. No entanto, tem havido casos de certas cepas altamente patogênicas causando doenças respiratórias graves nos seres humanos. É o caso da Influenza A (H7N9), onde na maioria dos casos, as pessoas infectadas estiveram em contato próximo com aves infectadas ou com objetos contaminados pelas fezes. Até o momento não existe histórico de transmissão pessoa a pessoa. Durante o período de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017, 305 casos humanos confirmados por laboratório do vírus da gripe A (H7N9) foram notificados à OMS pela China.

Panorama mundial atual de Influenza :

América do Norte: No geral, a atividade da influenza foi relatada em níveis baixos.

América Central: a atividade permaneceu baixa com exceção de alguns países onde foi observada uma tendência de aumento, em Cuba e El Salvador com predomínio do vírus Influenza A (H3N2) e Costa Rica e Nicarágua do vírus Influenza B.

América do Sul: A atividade gripal continua a aumentar no Chile, Paraguai e Uruguai seguindo os padrões sazonais. No Brasil a atividade parece ter atingido seu pico. Em toda região há o predomínio do vírus Influenza A (H3N2) com alguma atividade do vírus Influenza B relatada.

Global: A atividade da influenza na zona temperada do hemisfério norte continua a níveis baixos e no hemisfério sul a atividade continuou a aumentar. No mundo todo, o vírus influenza B foi predominante. Das coletas realizadas entre 12 e 25 de junho, 80,3% foram positivas para Influenza A (14,3% H1N1; 85,7% H3N2), e 19,7% foram positivas para Influenza B.  No mapa a seguir é possível visualizar a circulação do vírus influenza no mundo.

Figura 1. Distribuição dos subtipos virais da Influenza no mundo, 2017
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Fonte:http://www.who.int/influenza/surveillance_monitoring/updates/2017_07_10_influenza_update_293.jpg?ua=1

Brasil:

A vigilância da influenza no Brasil é composta pela vigilância sentinela de síndrome gripal (SG), de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e pela vigilância universal de SRAG. A vigilância sentinela conta com uma rede de unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do país e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, além de permitir o monitoramento da demanda de atendimento por essa doença. A vigilância universal de SRAG monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento da influenza no país para orientar na tomada de decisão em situações que requeiram novos posicionamentos do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais.

Até a SE 28 de 2017 as unidades sentinelas de SG coletaram  11.692 amostras, destas 9.271 foram processadas e 32,6% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios. Entre os resultados positivos, 1.866 (61,8%) foram detectados vírus influenza e 1.155 (38,2%) outros vírus respiratórios (VSR, Parainfluenza e Adenovírus). Dentre as amostras positivas para influenza houve predomínio do influenza A(H3N2) com  1.430 (76,6%) e Influenza B com 372 (19,9%). Entre os outros vírus respiratórios houve predomínio da circulação de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) representando 780 (67,5%). As regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste apresentam maior circulação de Influenza A(H3N2). Na região Norte predomina a circulação de VSR. Quanto à distribuição dos vírus por faixa etária, entre os indivíduos a partir de 10 anos predomina a circulação dos vírus influenza A(H3N2) e influenza B, já entre menores de 10 anos ocorre uma maior circulação de VSR e influenza A(H3N2).

Figura 2: Distribuição dos vírus respiratórios identificados nas unidades sentinelas de Síndrome Gripal, por semana epidemiológica e início dos sintomas. Brasil, 2017 – SE 28

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Fonte:http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/julho/19/Informe-Epidemiologico_Influenza-2017-SE-28.pdf

Vigilância Universal de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e dos Óbitos:

Até a SE 28 de 2017 foram notificados 14.180 casos de SRAG, sendo 10.691 com amostra processada, destas 16,7% foram classificadas como SRAG por influenza e 22,5% como outros vírus respiratórios. Dentre os casos de influenza 37 (2,1%) eram influenza A (H1N1) pdm09, 140 (7,9%) influenza A não subtipado, 291 (16,3%) influenza B e 1.314 (73,7%) influenza A(H3N2).

Foram notificados 1.726 óbitos por SRAG, o que corresponde a 12,2% do total de casos. Do total de óbitos notificados, 285 (16,5%) foram confirmados para vírus influenza, sendo 9 (3,2%) decorrentes de influenza A(H1N1)pdm09, 28 (9,8%) influenza A não subtipado, 54 (18,9%) por influenza B e 194 (68,1%) influenza A(H3N2). O estado com maior número de óbitos por influenza é São Paulo, com 31,9%, em relação ao país.

Figura 3: Distribuição espacial dos casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave confirmados para influenza por município de residência. Brasil, 2017 – SE 28.

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Fonte: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/julho/19/Informe-Epidemiologico_Influenza-2017-SE-28.pdf

Saiba mais:

NOTA INFORMATIVA E RECOMENDAÇÕES SOBRE A SAZONALIDADE DA INFLUENZA 2017

Fontes:

http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/julho/19/Informe-Epidemiologico_Influenza-2017-SE-28.pdf

https://goo.gl/B5bDXO

http://www2.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=7030%3A2012-avian-influenza&catid=4553%3Aavian-influenza&Itemid=39532&lang=en

http://www.who.int/influenza/surveillance_monitoring/updates/2017_07_10_surveillance_update_293.pdf?ua=1

http://expansion.mx/nacional/2017/05/04/mexico-reporta-un-brote-de-gripe-aviar-h7n3-en-jalisco